08 setembro 2013

Independência ou Morte?

     Sete de setembro deveria significar mais que um feriado. Deveria ser sinônimo de patriotismo exacerbado. Deveria ser tempo de todos colocarem uma bandeira verde e amarela na janela e o hino deveria ser tocado em todas as casas. Mas infelizmente não é copa do mundo e o brasileiro só lembra de ser patriota em época de copa. Hoje, pelo contrário, o brasileiro está sentado em sua poltrona assistindo TV's japonesas e ainda tem a cara de pau de dizer que "os nossos japoneses são melhores que os japoneses dos outros".


      As mulheres e homens com seus sapatos italianos, seus tênis americanos e suas roupas de alguma grife importada. Seus celulares (e não me condenem, pois o meu também é) de marcas internacionais com tecnologia brasileira que na maioria das vezes o povo nem sabe que é brasileiro, o nosso Android que sai com atualizações à la Jelly Bean. Os que sabem gritam aos quatro cantos que por isso preferem o IOS - sistema operacional da Apple.

    Mas não estou aqui pra questionar onde compramos nossas coisas. Tenho muito delas em minha casa também. O que eu vim debater é: 

    Independentes? Nós? Desde quando? Tá certo que até temos um ou outro produto fabricado na zona franca de Manaus e algum carro fabricado no pólo industrial paulistano. Mas o que pega é que a marca não te dá sossego. 

   Comemos chocolates M&M produzidos com o melhor cacau nordestino. Bebamos suco de soja Ades feito com a soja do sul, mas conscientes de que boa parte do que pagamos por eles vão para as patentes. Os donos das marcas que são estrangeiros. 

    Independência em um país que exporta petróleo para a gasolina ser vendida a 59 centavos de dólar o litro lá fora e a quase 3 reais aqui? Independência onde a maioria das pessoas tem orgulho em ter um tênis Nike produzido aqui no Brasil com etiquetazinha em inglês? Sério que realmente achamos que ele é melhor só por causa da etiqueta? Com a constante falsificação muitas vezes se está comprando produtos chineses (que não deixam de ser importados) achando que estão comprando produtos dos EUA. 

     Mas da China é mais barato. Lógico!!! Eles usam mão de obra escrava e aposto que isso também é desconhecido. Liberdade é uma palavra muito forte para pessoas que mantém máquinas industriais como McDonalds e Burger King funcionando. 

      Independência não é o poder de ir e vir e achar que pode fazer o que quer. Você não pode. Somos escravos como nossos descendentes eram. Só mudou o modo como eles conduzem a escravidão. Definitivamente não somos independente. 

     Somos  produto do meio. Um meio americanizado. Portanto, Happy Independece Day! Its all made in BraZil. Ahh, ia me esquecendo. Vocês não fizeram a lição direito, o quatro de julho deles tem fogos e festa. Vocês poderiam parar de querer imitar só o halloween, dia trinta e um de outubro. Quem sabe vocês não compram umas faixas vermelho branco e azul pra enfeitar a casa? Ooops... Esqueci é verde e amarelo. Se colocar preto vira a Jamaica, ok? Independência? Bahh coisa de gente que sonha né?!



06 setembro 2013

Resenha da série Instrumentos Mortais





     Quem aqui gosta de ler? Se perder diante de um livro (ou vários) com as frases feitas como "só mais um capítulo"; "só mais um parágrafo"? Descobrir que o sol nasceu em quanto você lia?

      Eu sou assim! Se deixarem perco a noção do tempo focada na leitura. E não foi diferente ao ler Instrumentos Mortais.

      Bem, depois de um final de semana às voltas com os três primeiros volumes - sim, li os três em um final de semana (acho que é um defeito de quem lê muito, sei lá, mas sempre consigo ler muito em pouco tempo), segue minha análise dos livros. 

       O Livro conta a saga de uma adolescente que se descobre membro de um mundo secreto, que tem nas veias o sangue de caçadores e que possui um poder inacreditável e inimaginável. Ao mesmo tempo Clary (ou Clarissa) descobre as dores do primeiro amor e de se apaixonar pelo cara errado: Jace. 

       O resto do livro é uma sequência de Crepúsculo, Harry Potter, com um pitadinha de outros livros juvenis que já li. Há vampiros, lobisomens (o melhor personagem pra mim é um Lobisomen - Lucian, me apaixonei por você. Pela primeira vez na vida prefiro o lobo ao vampiro), fadas, demônios e outros mais.

       As lutas são interessantes, os instrumentos mortais são fantásticos, e até mesmo o grande bandido dos três primeiros volumes, é interessante. Mas falta algo.

        Falta amadurecimento por parte da autora, há uma sensação de que falta algo e a tentativa dela de tornar o mocinho em um anti-herói é meio frustrante, pois ele é apenas um ser irritante (meio a Edward Cullen), mas menos construído, mais superficial.

          Desculpe, quem gostou, quem acompanhou e se apaixonou. Não estou dizendo que é totalmente ruim, estou dizendo que falta conteúdo e faltou algo para manter o foco no livro. Os personagens são pequenos e superficiais, faltou conteúdo.

         Quanto ao filme, gostei. Achei que o roteirista conseguiu dar substância aos personagens e me agradou bastante o ritmo das filmagens. É diferente do livro, sim, bem diferente, mas o ritmo é mais cadenciado e deixou mais compreensiva a história. Além do que, venhamos e convenhamos, os personagens quando ganham carne e ossos podem ser maravilhosos, não? 

         Na guerra entre o bem e o mal, a luta se desenrola demonstrando que nem tudo é preto ou branco, há variações no meio do caminho, e o que pode parecer ser o certo, de fato é torto e errado. Tomar cuidado com as decisões e com as pessoas é algo que precisamos ter cuidado sempre - eis o resumo do livro e do filme.

          Curiosos? Vão ao cinema, assistam ao filme e depois leiam os livros - irão entender porque preferi o filme aos livros. 








Pra mim, eis o cara mais fofo de todos... :D