27 agosto 2014

A ditadura da mída

A busca por um padrão de beleza ditado pela moda ou pelas pessoas que manipulam as imagens é algo tão comum em nosso meio que muitas vezes não notamos, apenas seguimos o rebanho sem pensar.

Parecer que somos magras, esbeltas, jovens, com pele lisa e sem rugas ou manchas é uma determinação da mídia, que esquece que somos de carne e osso e que envelhecemos, onde o desgaste naturalmente ocorre.

Não raro tenho a sensação que vivemos no mundo idealizado no filme Wall-e, onde as pessoas são manipuladas pela mídia ou por um computador. No filme, os humanos esqueceram como era andar, na vida atual, as pessoas esquecem o quão importante é a beleza real, aquela que vem conosco desde o nascimento.
O primeiro passo para mudar algo em nós, é aceitar o que somos e que nunca teremos o corpinho e os cabelos da diva Gisele Bündchen. Ela sabe as alegrias e as dores de ser ela e ter aquele corpo. A nós cabe aceitar nossos pontos fortes e dominar nossas fraquezas.

Não estou fazendo apologia ao desleixo, a obesidade, a andar mal arrumada e muito menos perder a feminilidade. 

Estou fazendo apologia a olhar no espelho e aceitar quem somos, do jeito que somos e caso não haja felicidade nisto, não é porque a mídia assim impõe, mas porque não nos sentimos bem com este defeito. Por exemplo, estou com uns quilinhos acima do normal, isto me incomoda, ver os meus "pneuzinhos" me constrange, logo dieta e exercícios físicos para modificar isto, mas não farei isto para agradar a outros, mas porque eu me amo e gosto de me sentir bela.

O importante é ser sudável e viver de acordo com o que você é. Sem buscar a perfeição determinada pela mídia. Independentemente de você ser baixa, gorda, magra, alta, negra, branca, cabelos lisos ou crespos, aceite-se e aprenda a conviver com o corpo que você possui, com sua beleza natural.

Eu sou a favor do fim da falsa beleza, daquela que nasce das mãos de pessoas que sabem trabalhar bem com photoshop e outros editores de imagens, dos padrões criados pela midia e propagados como verdadeiros.

Que possamos viver plenamente felizes com o que somos, pois isto é real e conta um pouco de nossa história.

E você vota em quê? Está na dúvida? Confira este vídeo sensacional que fala um pouco mais sobre a ditadura da mídia ao determinar os padrões femininos.






16 agosto 2014

Ismália

Como a vida está corrida e escrever está complicado, resolvi tirar uma do fundo do baú, um poema antigo, cheio de sentidos, mas extremamente belo, que muito gosto.

Alphonsus de Guimaraens era Mineiro, nasceu em Ouro Preto em 1870 e sua obra o tornou imortal.

Ismália é o seu poema mais famoso e um dos mais lindos da sua época literária.

O que nos leva a loucura? Aquilo que sonhamos em ter, mas que nunca procuramos realizar. 

Tem um sonho? Coloque-o no papel, trace metas e o alcance, será muito mais feliz.





Quando Ismália enlouqueceu,
Pós-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pós-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...